quarta-feira, 31 de julho de 2013

10º ENCONTRO:

Você sabe interpretar as hipóteses de escrita de seus alunos?

Identificar corretamente as hipóteses de escrita dos alunos é fundamental para um bom planejamento das atividades e para a formação de grupos produtivos

Paula Takada

As crianças, os jovens e os adultos não alfabetizados formulam ideias sobre o funcionamento da língua escrita, antes mesmo de frequentarem (ou voltarem a frequentar) a escola. Essas teorias internas evoluem por meio de reflexões que o próprio aluno faz sobre o sistema de escrita ao longo do tempo (e ninguém pode fazer por ele) e também por meio das interações que realiza com as informações que o ambiente lhe oferece. Trata-se de uma evolução conceitual e não exclusivamente gráfica. Por isso, o professor precisa buscar descobrir o que o aluno está pensando sobre a escrita naquele momento, mais do que avaliar se consegue desenhar bem cada uma das letras. Identificar as hipóteses de escrita de cada aluno é condição primordial para planejar as atividades adequadas e, principalmente, os agrupamentos produtivos na turma.

Avalie se você está interpretando corretamente as hipóteses de escrita dos seus alunos... faça um teste no link: "Iniciar Sondagem"

quarta-feira, 26 de junho de 2013

9º ENCONTRO:

- Alfabetização e Letramento - Magda Soares.


- Alfabetização - Telma Weisz.

Telma Weisz fala aos jornalistas de NOVA ESCOLA sobre os processos de aquisição da leitura e da escrita.





- As fases da escrita.

De maneira beeeemmmmm resumida, claro.





quarta-feira, 19 de junho de 2013

8º ENCONTRO:

Que o nosso planejamento não limite a criatividade e a infância de nossas crianças!



COMO ELABORAR UM PLANO DE AULA?

Por Marco Aurélio da Silva
Equipe Brasil Escola

O plano de aula é caracterizado pela descrição específica de tudo que o professor realizará em classe durante as aulas de um período específico. Na sua elaboração alguns pontos são muito importantes como:

• Dados de identificação do professor e da escola;
• Os objetivos a serem alcançados com as aulas que serão ministradas;
• Conteúdo que será ministrado em cada aula, o qual deve seguir uma linha cronológica do processo de aprendizagem;
• Os procedimentos utilizados para aprendizagem dos alunos, ou seja, são as fases da aprendizagem;
• Os recursos que serão utilizados para alcançar os objetivos;
• E, por último, as metodologias de avaliação, ou seja, as técnicas avaliativas que o professor utilizará para avaliar o aprendizado do educando.

Na elaboração de um plano de aula devem ser considerados vários pontos e critérios que unidos especificam quais os objetivos finais o professor espera alcançar no decorrer da explicação dos conteúdos. Os critérios que o professor deve estar atento durante a confecção de seu plano de aula são:

• Adequação dos estímulos;
• Especificação operacional;
• Estrutura flexível;
• Ordenação.

Além de conter esses critérios, o plano de aula deve ser elaborado seguindo as fases da aprendizagem, ou seja, deve seguir uma linha de ensino-aprendizagem contínua. São as fases de aprendizagem: apresentação, desenvolvimento e integração. Na apresentação o professor prepara a classe para a compreensão de novos conteúdos. No desenvolvimento acontece a análise. Nessa etapa acontece o processo de orientação e aprendizagem do aluno. É nessa etapa que acontece o estudo de um texto, a realização de um experimento, a resolução de exercícios, etc. A integração é a etapa final. Nessa fase o professor faz a verificação dos resultados obtidos pelos alunos na fase do desenvolvimento.

Fontehttp://educador.brasilescola.com/orientacoes/como-fazer-um-plano-aula.htm

quarta-feira, 5 de junho de 2013

7º ENCONTRO: 

Para iniciar o tema planejamento optamos por apresentar a animação "Vida Maria", do diretor cearense Marcio Ramos. Esta animação consegue sintetizar em oito minutos mais sobre a triste situação socioeconômica vivida por muitas famílias do que qualquer dissertação acadêmica.


Fragmentos de "Morte e Vida Severina"
João Cabral de Melo Neto

"— O meu nome é Severino,  
como não tenho outro de pia. 
Como há muitos Severinos, 
que é santo de romaria,  
deram então de me chamar 
Severino de Maria 
como há muitos Severinos 
com mães chamadas Maria, 
fiquei sendo o da Maria 
do finado Zacarias.
[...]
Mas isso ainda diz pouco:  
se ao menos mais cinco havia  
com nome de Severino  
filhos de tantas Marias  
mulheres de outros tantos,  
já finados, Zacarias,  
vivendo na mesma serra  
magra e ossuda em que eu vivia.
[...]
E não há melhor resposta 
que o espetáculo da vida: 
vê-la desfiar seu fio, 
que também se chama vida, 
ver a fábrica que ela mesma, 
teimosamente, se fabrica, 
vê-la brotar como há pouco 
em nova vida explodida 
mesmo quando é assim pequena 
a explosão, como a ocorrida 
como a de há pouco, franzina 
mesmo quando é a explosão 
de uma vida severina".


Celso dos Santos Vasconcellos fala sobre "Planejamento Escolar"
Especialista critica a burocracia e diz que o coordenador pedagógico deve se aliar a outros colegas para não se sentir sozinho
Paula Takada

Celso dos Santos Vasconcellos já foi professor, coordenador pedagógico e gestor escolar. Ao longo de sua extensa carreira de educador, participou de inúmeros processos de planejamento nas escolas e gosta de dizer que aprendeu muitas lições. "Às vezes, há uma tentação enorme de ficar gastando tempo com problemas menores, quase sempre da esfera administrativa ou burocrática. Justamente por isso é tão importante planejar o planejamento", afirma. Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo, mestre em História e Filosofia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e autor de diversos livros sobre esse assunto, o especialista fala na entrevista a seguir a respeito dos meandros do processo de elaboração das diretrizes do trabalho da escola.


Por onde se deve começar um bom planejamento?
CELSO VASCONCELLOS Depende muito da dinâmica dos grupos. Existem três dimensões básicas que precisam ser consideradas no planejamento: a realidade, a finalidade e o plano de ação. O plano de ação pode ser fruto da tensão entre a realidade e a finalidade ou o desejo da equipe. Não importa muito se você explicitou primeiro a realidade ou o desejo. Então, por exemplo, não há problema algum em começar um planejamento sonhando, desde que depois você tenha o momento da realidade, colocando os pés no chão. Em alguns casos, se você começa o ano fazendo uma avaliação do ano anterior, o grupo pode ficar desanimado - afinal, a realidade, infelizmente, de maneira geral, é muito complicada, cheia de contradições. Às vezes, começar resgatando os sonhos, as utopias, dependendo do grupo, pode ser mais proveitoso. O importante é que não se percam essas três dimensões e, portanto, em algum momento, a avaliação, que é o instrumento que aponta de fato qual é a realidade do trabalho, vai aparecer, começando o planejamento por ela ou não.

É possível realizar um processo de ensino e aprendizagem sem planejar?
VASCONCELLOS É impossível porque o planejamento é uma coisa inerente ao ser humano. Então, sempre temos algum plano, mesmo que não esteja sistematizado por escrito. Agora, quando falamos em processo de ensino e aprendizagem, estamos falando de algo muito sério, que precisa ser planejado, com qualidade e intencionalidade. Planejar é antecipar ações para atingir certos objetivos, que vêm de necessidades criadas por uma determinada realidade, e, sobretudo, agir de acordo com essas ideias antecipadas.

Em alguns contextos, o planejamento ainda é encarado como um instrumento de controle?
VASCONCELLOS Sim, em algumas escolas e redes, ele ainda é um instrumento burocrático e autoritário. Em um sistema autoritário, o planejamento é uma arma que se volta contra o professor porque o que ele disser - ou alguém disser por ele - que vai ser feito tem que ser cumprido. Caso contrário, ele foi incompetente. E, nem sempre, conseguimos fazer o que planejamos. Por diversas razões, inclusive por falha nossa, mas não unicamente por isso. No entanto, o movimento da sociedade e o processo de redemocratização têm favorecido o conceito de planejamento como real instrumento de trabalho e não como uma ferramenta de controle dos professores.

Qual a relação entre o planejamento e o projeto político pedagógico?
VASCONCELLOS Nesse processo de planejar as ações de ensino e aprendizagem, existem diversos produtos, como o projeto político pedagógico, o projeto curricular, o projeto de ensino e aprendizagem ou o projeto didático, que podem ou não estar materializados em forma de documentos. O ideal é que estejam. Quando falamos do planejamento anual das escolas, temos como referência o projeto político pedagógico.

É possível fazer um planejamento sem conhecer o projeto político pedagógico da escola?
VASCONCELLOS
Um projeto, a escola sempre tem, mesmo que ele não esteja materializado em um documento. Agora, o ideal é que esse projeto seja público e explicitado. Na hora do planejamento anual, ele deve ser usado como algo vivo, como um termômetro para toda a comunidade escolar saber se o trabalho que está sendo planejado está se aproximando daqueles ideais políticos e pedagógicos ou não.

Como evitar que o tempo dedicado ao planejamento anual não seja desperdiçado?
VASCONCELLOS
Nas escolas, o coordenador pedagógico é o responsável por esse processo. É preciso prever momentos específicos para cada tipo de assunto e ser firme na coordenação. Às vezes, há uma tentação muito grande em ficar gastando tempo do planejamento com problemas menores, administrativos ou burocráticos. Então, é muito importante planejar o planejamento, reservando momentos específicos para cada assunto, e ser rigoroso no cumprimento dessa organização. Ele precisa ser um coordenador pedagógico forte, mas onde buscar apoio para se fortalecer? Em alguns casos, há o apoio da direção, mas é muito importante que ele faça parte de um grupo com outros profissionais no mesmo cargo para trocar experiências e sentir que não está sozinho nesse trabalho.

Com que frequência as ações do planejamento anual devem ser revistas pela equipe?
VASCONCELLOS
Eu insisto muito na reunião pedagógica semanal. Na minha opinião, esse encontro não deve ser por área, e sim com todos os professores daquele ciclo, daquele período. Se todos os professores, por exemplo, do ciclo II do Ensino Fundamental do período da manhã estão presentes no mesmo momento, em um dia fixo da semana, no período da tarde, durante cerca de duas horas, o coordenador pedagógico pode montar reuniões por área, ou por nível ou gerais, conforme as necessidades. Esse momento de encontro é imprescindível para planejar um trabalho de qualidade com coerência entre os professores. Além de ser um momento de socialização. Existem professores que descobrem coisas excelentes que vão morrer com ele porque não foram sistematizadas nem ele compartilhou aquelas descobertas. E, na hora do planejamento, há a possibilidade de reservar um momento para isso.

Existe algum momento que deve ser planejado com mais cuidado?
VASCONCELLOS
Sim, as primeiras aulas. Principalmente das séries iniciais. Existem estudos que mostram que a boa relação professor/aluno pode ser decidida nessas aulas. Há pesquisas que vão além e apontam os primeiros instantes da primeira aula como determinantes do sucesso da atividade docente. Então, se o professor tem de preparar bem todas as aulas, as primeiras precisam de mais cuidado. E não é só determinar os conteúdos a ser abordados, os objetivos a atingir e a metodologia mais adequada. É, sobretudo, se preparar, tornar-se disponível para aqueles alunos, acreditando na possibilidade do ensino e da aprendizagem, estando inteiramente presente naquela sala de aula, naquele momento.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

6º ENCONTRO:

Antes de continuar o tema avaliação, por meio de uma adaptação de um conto de fadas, apresentamos um vídeo muito enriquecedor sobre dislexia.


Agora sim... voltaremos ao foco da aula: avaliação!

Branca de Neve

Era uma vez... uma rainha que vivia em um grande castelo. Ela possuía uma varinha mágica que fazia as pessoas bonitas ou feias, alegres ou tristes, vitoriosas ou fracassadas. Como todas as rainhas, também tinha um espelho mágico. Um dia, querendo avaliar sua beleza, perguntou ao espelho:

– Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonita do que eu?

O espelho olhou bem para ela e respondeu:

– Minha rainha, os tempos estão mudados. Esta não é uma resposta assim tão simples. Hoje em dia, para responder a sua pergunta eu preciso de alguns elementos mais claros.

Atônita, a rainha não sabia o que dizer. Só lhe ocorreu perguntar:

– Como assim?

– Veja bem – respondeu o espelho. Em primeiro lugar, preciso saber por que Vossa Majestade fez essa pergunta, ou seja, o que pretende fazer com minha resposta. Pretende apenas levantar dados sobre o seu ibope no castelo? Pretende examinar seu nível de beleza, comparando-o com o de outras pessoas, ou sua avaliação visa ao desenvolvimento de sua própria beleza, sem nenhum critério externo? É uma avaliação considerando a norma ou critérios predeterminados? De toda forma, é preciso, ainda, que Vossa Majestade me diga se pretende fazer uma classificação dos resultados.

E continuou o espelho:

– Além disso, eu preciso que Vossa Majestade defina com que bases devo fazer essa avaliação. Devo considerar o peso, a altura, a cor dos olhos, o conjunto? Quem devo consultar para fazer essa análise? Por exemplo: se consultar somente os moradores do castelo, vou ter uma resposta; por outro lado, se utilizar parâmetros nacionais, poderei ter outra resposta. Entre a turma da copa ou mesmo entre os anões, a Branca de Neve ganha estourado. Mas, se perguntar aos seus conselheiros, acho que minha rainha terá o primeiro lugar. Depois, ainda tem o seguinte – continuou o espelho – Como vou fazer essa avaliação? Devo utilizar análises continuadas? Posso utilizar alguma prova para verificar o grau dessa beleza? Utilizo a observação?

Finalmente, concluiu o espelho:

– Será que estou sendo justo? Tantos são os pontos a considerar…

Fonte: Adaptado de Utilization-Focused Evaluation. Londres, Sage Pub, de Michael Quinn Patton.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

5º ENCONTRO:

A cegueira que cega cerrando os olhos, não é a maior cegueira; 
a que cega deixando os olhos abertos, essa é a mais cega de todas.”
Padre Antônio Vieira



O que é avaliar?

Por Marco Aurélio da Silva
Equipe Brasil Escola

Quando um professor fala em avaliação muitos alunos ficam com medo e apreensivos quanto ao que vai ser cobrado na prova, pois esse é um momento muito tenso e de muita pressão para os alunos.

A avaliação é um processo natural que acontece para que o professor tenha uma noção dos conteúdos assimilados pelos alunos, bem como saber se as metodologias de ensino adotadas por ele estão surtindo efeito na aprendizagem dos alunos. Há muito tempo atrás avaliar significava apenas aplicar provas, dar uma nota e classificar os alunos em aprovados e reprovados. Ainda hoje existem alguns professores que acreditam que avaliar consiste somente nesse processo. Contudo, essa visão aos poucos está sendo modificada.

Avaliação não deve ser somente o momento da realização das provas e testes, mas um processo contínuo e que ocorre dia após dia, visando a correção de erros e encaminhando o aluno para aquisição dos objetivos previstos. Nesse sentido, a forma avaliativa funciona como um elemento de integração e motivação para o processo de ensino-aprendizagem. A avaliação é um processo atualmente entendido não só como o resultado dos testes e provas, mas também os resultados dos trabalhos e/ou pesquisas que os alunos realizam.

Existem inúmeras técnicas avaliativas como, por exemplo, a prova de consulta, trabalhos e pesquisas, resolução de soluções problemas, entre muitas outras técnicas, as quais permitem ao professor avaliar o desempenho dos alunos e fugir da tradicional prova escrita, essas técnicas apresentam algumas características como:

  • Possibilidade de professor e aluno dialogarem buscado encontrar e corrigir possíveis erros, redirecionando o aluno para a aprendizagem;
  • A motivação para a correção e o progresso do educando, sugerindo a ele novas formas de estudo para melhor compreensão dos assuntos abordados dentro da classe.

O importante é entender que avaliar não consiste somente em fazer provas e dar nota, avaliar é um processo pedagógico contínuo, que ocorre dia após dia, buscando corrigir erros e construir novos conhecimentos.

Fonte: http://educador.brasilescola.com/orientacoes/o-que-avaliar.htm

quarta-feira, 15 de maio de 2013

4º ENCONTRO:

Hum... o tema foi avaliação!

“A prática da avaliação da aprendizagem, para manifestar-se como tal, deve apontar para a busca do melhor de todos os educandos, por isso é diagnóstica, e não voltada para a seleção de uns poucos, como se comportam os exames. Por si, a avaliação, como dissemos, é inclusiva e, por isso mesmo, democrática e amorosa. Por ela, onde quer que se passe, não há exclusão, mas sim diagnóstico e construção. Não há submissão, mas sim liberdade. Não há medo, mas sim espontaneidade e busca. Não há chegada definitiva, mas sim travessia permanente, em busca do melhor. Sempre!”
Cipriano Luckesi

 E para começar a instigar o assunto... algumas charges.

Francesco Tonucci             1974               Avaliação (1)




O que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem?
(Fonte: Revista Pátio, ano3, n° 12, p.11, 2000)

Avaliar a aprendizagem nem sempre é um ato fácil de ser executado pelo professor. Independente dos instrumentos e critérios de avaliação utilizados, sempre há “em jogo” uma operação de poder que conduzirá a uma determinada tomada de decisão. O professor deve - apoiado em um juízo de valor externo - buscar informações sobre um processo interno, a aprendizagem. Portanto, estamos diante de um grande desafio. Diante disso, neste enfoque temático, sugerimos a leitura de um texto sobre a prática avaliativa e a realização de um estudo acerca do mesmo, proposto em duas partes distintas.

Antes, convidamos você para ler o trecho abaixo, observar atentamente a charge e refletir sobre as seguintes questões:

- O que é avaliação?

- Quais instrumentos você utiliza para avaliar?

- Quais os indicadores que sugerem que seu aluno tenha aprendido?


E enfim... como deveria ser o ato de avaliar????

quarta-feira, 8 de maio de 2013

3º ENCONTRO:

Um encontro para ouvir, refletir, emocionar... pensar sobre os mais diversos relatos a respeito do processo de alfabetização dos professores em sua infância. Relatos emocionantes quando foram acolhidos, acalentados, respeitados.... outros que marcaram pela rigidez, punição, repetição, pela seleção do mais forte, etc. Isso é um pouco da história do processo de alfabetização! Deveria ser uma prática constante pensar no lado bom e ruim do nosso próprio processo... romper com práticas prejudiciais e possibilitar para nossos alunos um ambiente educativo de respeito e qualidade.

No livro "Infância", de Graciliano Ramos, o protagonista se julgava incapaz de aprender a ler e a escrever, fazia troca de letras (t e d), foi censurado quando quis ler um livro de capa amarela, possuia dificuldade em ler as letras miúdas... sofreu! Veja um trecho:

"Chorei, o folheto caído, inútil. O menino da mata e o cão Piloto morriam. E nada
para substituí-los. Imenso desgosto, solidão imensa. Infeliz o menino da mata, eu
infeliz, infelizes todos os meninos perseguidos, sujeitos aos cocorotes, aos bichos
que ladram à noite.
[...]
Ai de mim, ai das crianças abandonadas na escuridão" (10 ed.; 1974, p. 228)

Vídeo sugerido que faz parte do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (Profa), realizado pelo MEC em 2001:



Sugestão de livro:




quarta-feira, 24 de abril de 2013

2º ENCONTRO:

Neste encontro fizemos uma discussão sobre o tema currículo que é uma parte importante da organização escolar e parte do PPP (Projeto Político Pedagógico) da escola. Por esse motivo merece destaque e deve ser pensado e refletido, pois o currículo: não é neutro, não é estático, trata sobre questões de poder, envolve relações sociais, revela concepções pedagógicas, dá-se (na maior parte dos casos) de maneira fragmentada e hierárquica privilegiando uma disciplina em detrimento da outra, ou (na menor parte dos casos) viabiliza uma maior interdisciplinaridade - contextualização - transdisciplinaridade assegurando a livre comunicação entre todas as áreas.

Temos 3 currículos: formal (imposto pelo sistema por meio da LDB, PCN, Diretrizes, etc), real (planejamento em ação) e oculto (são todas as manifestações que ocorrem no ambiente escolar).




Podemos encontrar no site do MEC publicações sobre currículo:

Indagações sobre Currículo
1. Currículo e Desenvolvimento Humano Clique aqui
2. Educando e educadores: seus direitos e o currículo Clique aqui
3. Currículo, conhecimento e cultura Clique aqui
4. Diversidade e currículo Clique aqui
5. Currículo e avaliação Clique aqui

quarta-feira, 17 de abril de 2013

1º ENCONTRO:

É muito bom fazer parte de uma corrente pró-educação! Trata-se de uma ação de âmbito nacional para uma melhoria na alfabetização de nossas crianças. Tais encontros permitirão ao professor confrontar suas inquietudes com outras realidades, além de nos tirar da nossa zona de conforto (nossa escola sede) e ver que os desafios estão por toda parte. Podemos interagir com colegas de profissão, realizar trocas de experiências, fazer intercâmbios entre nossos alunos, ouvir relatos de sucessos/insucessos e principalmente buscar uma alfabetização de qualidade. Enfim... buscar novas atitudes diante das adversidades.



A formadora desse grupo é a Patrícia Regina Infanger Campos, orientadora pedagógica na rede municipal de ensino, formada em Pedagogia (Unicamp),  Psicopedagogia (USF), Mestrado em Educação (Unicamp) e Pesquisadora colaboradora do GEPEC (Unicamp).

Durante esse ano de 2013 esse blogfólio será feito a duas mãos pelas professores: Joelma Santos (Pedagoga / Especialista em Informática na Educação) e Cirlei Poli (Pedagoga / Especialista em Psicopedagogia Institucional).

Em nosso primeiro encontro recebemos um boneco que devemos carregar conosco até o final do curso. Um boneco de papel que ganhará marcas durante a nossa trajetória nesta empreitada. E sobre essas marcas pensamos no seguinte poema:

JANELA SOBRE O ROSTO INVISÍVEL

Tudo tem, todos temos, rostos e marcas.
O cão e a serpente e a gaivota
e você e eu,
quem vive e todos os que caminham,
se arrastam ou voam:
todos temos rostos e marcas.

Os maias acreditam nisso.
E acreditam que as marcas, invisíveis,
são mais rosto que o rosto visível.
Pela marca conhecem você...

Eduardo Galeano. As palavras andantes. Porto Alegre: L&PM, 2007.